Síndrome de Burnout e a OMS

Burnout na lista de doenças

Síndrome de burnout, distúrbio caracterizado estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes.

Na próxima edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) será incluída a síndrome de burnout, porém passará a valer em 2022.

A síndrome não foi classificada como uma doença, mas como uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito.

A enfermidade é enquadrada como doença ocupacional quando houver pelo menos uma causa laboral que contribua diretamente para a seu surgimento ou agravamento, conforme prevê o art. 21I, da Lei n 8.213/91.

Quando caracterizada como acidente do trabalho por parte do médico perito do INSS, o colaborador que sofre de burnout tem os mesmos direitos previstos para os acidentes de trabalho que inclui as prestações devidas ao acidentado ou dependente, como o auxílio-doença acidentário, o auxílio-acidente, a aposentadoria por invalidez e até pensão por morte.

Segundo pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association), 72% dos trabalhadores sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofreriam de burnout. E 92% das pessoas com a síndrome continuariam trabalhando com medo de perder o emprego.

O trabalhador que sofre de burnout está mais propenso a cometer erros graves, o que prejudica e muito seu desempenho profissional. 

O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como: falta de atenção e de concentração, lapsos de memória, irritação frequente e desinteresse pelo trabalho.

Sendo essa síndrome caracterizada como ocupacional, cabe aos profissionais de Recursos Humanos detectarem essas mudanças de comportamento, sinais de ansiedade, irritabilidade de seus colaboradores. Além de o encaminharem aos profissionais adequados, deverão também avaliar o ambiente de trabalho, ritmo empregado, e aplicar mudanças a fim de evitar novos casos de burnout.

O tratamento consiste em antidepressivos e psicoterapia. Em alguns casos o colaborador deve ser afastado ou remanejado de sua função.

Fonte: O Estado de S.Paulo; maio 2019. 

Síndrome de Burnout e a OMS